segunda-feira, 28 de julho de 2014

O modelo dos modelos X Atendimento Educacional Especializado


Todos nos temos um modelo. Um modelo, estilo a seguir. Mas os meus modelos se diferem do modelo de outra pessoa. Somos únicos, o que é bom para mim, men sempre é bom para você. No Aee é assim, cada aluno é único mesmo que possua a mesma deficiência, mesmo que tenha a mesma idade e até se forem do mesmo sexo, pois somos únicos, com nossas particularidades, singularidades, necessidades, potencialidades e dificuldades, cada um vê o seu caminho diferente do outro. 
O AEE tem um embosamento teórico, com diretrizes e leis que o amparo, o AEE não tem receita, tem muito estudo, pesquisa e conhecimento para poder eliminar barreiras que dificultam a participação dos nossos alunos no ensino regular. 

terça-feira, 17 de junho de 2014

RECURSOS E ESTRATÉGIAS EM BAIXA TECNOLOGIA QUE POSSA APOIAR O ALUNO COM TGD EM SEU DESENVOLVIMENTO


Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD)?
Alterações de Diagnóstico - Do TGD (DSMIV) a TEA (DSM5). A partir da DSM-5, (maio, 2013), o TGD, passa a se chamar Transtorno do Espectro Autista - TEA, considerando um transtorno do neurodesenvolvimento.
TEA - Transtorno do Espectro Autista:
*Autismo; *Asperger; *Transtorno Desintegrativo da Infância; *Transtorno Invasivos do Desenvolvimento sem outra especificação.
Mudanças significativas
TGD - Tríade: comportamento, interação social e comunicação.
TEA - dois domínios: Sociais/déficits de comunicação; interesses fixados e comportamentos repetitivos. 

RECURSOS E ESTRATÉGIAS EM BAIXA TECNOLOGIA

Pranchas de comunicação 
  •  As pranchas de comunicação podem ser construídas utilizando-se objetos ou símbolos, letras, sílabas, palavras, frases ou números. As pranchas são personalizadas e devem considerar as possibilidades cognitivas, visuais e motoras de seu usuário.


Construção de histórias
  • Estudos recentes têm destacado a construção de histórias, de modo colaborativo, com pessoas com TEA;
  • A construção de histórias permite novas possibilidades de comunicação, pois através das histórias criadas junto com eles torna-se possível:

*estabelecer rotinas que muitas vezes eles precisam para se organizarem;
*representar problemas matemáticos;
*desenvolver algum conteúdo através da representação visual;
*representar as regras da sala de aula;
*e muito mais podemos sugerir.
Para fazer o material acima, podemos usar os símbolos pictográficos Picture Communications Simbols (PCS) são elaborados como o auxílio do software Boardmaker e podem ser impressos isoladamente em cartões ou organizados em pranchas de comunicação. O objetivo principal dos símbolos é o desenvolvimento de uma comunicação alternativa que possibilite ao usuário acompanhar os fatos através dos símbolos, responder, fazer perguntas e recontar a seqüência de acontecimentos.


Podemos desenvolver algum conteúdo através da representação visual. Construir junto com o aluno o registro dos acontecimentos do dia, do final de semana, etc. A imagem é um suporte para ele entender o significado e dar sentido as palavras.


ATIVIDADES DA SEMANA


BINGO DE PALAVRAS

Os recursos são os objetos ou equipamentos utilizados para transmitir as mensagens.
As estratégias referem-se ao modo como os recursos são utilizados.

"O sucesso do processo de inclusão está diretamente ligado à possibilidade de reconhecer as diferenças e aceitá-las. Isso não significa ignorá-las, isso não significa colocar crianças com necessidades educacionais especiais na sala de aula regular e esperar que elas aprendam pela proximidade com seus colegas da mesma idade. Respeitar as diferenças é oportunizar os recursos necessários para que a criança aprenda. Muitas vezes esses recursos serão simples como letras soltas ou textos escritos em letras maiúsculas, e outras vezes, poderá ser o uso de um computador adaptado".

Referências:
Atendimento Educacional Especializado - UFC/ SECADI/UAB/MEC
http://www.assistiva.com.br/
Blogs de TA
Blog Dra. Miryam Pelosi - Tecnologia Assistivahttp://miryampelosi.blogspot.com/
Blog Bica - Cnotinforhttp://bica.cnotinfor.pt
Blog Tecnolologias da Informação e Comunicação na Promoção da Aprendizagem http://nteassistivas.blogspot.com/
Blog Tecnologias Assistivas na Educaçãohttp://grupo4deftec.blogspot.com/

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Surdocegueira
A surdocegueira é uma terminologia adotada mundialmente para se referir a pessoas que tem perdas visuais e auditivas concomitantes em graus diferentes, podendo ser:
  1. Surdocego total
  2. Surdocego com surdez profunda associada com resíduo visual
  3. Surdocego com surdez moderada associada com resíduo visual
  4. Surdocego com surdez moderada ou leve com cegueira
  5. Surdocego com perdas leves, tanto auditivas quanto visuais
Definições quanto ao período em que surge a Surdocegueira
  1. Surdocegueira congênita
  2. Surdocegueira adquirida

Deficiência Múltipla
No Brasil a deficiência múltipla é considerada como uma associação de duas deficiências ou mais. Na América Latina, América do Norte, Europa, Ásia e Oceania a Deficiência Múltipla só é considerada se há nas associações das Deficiências a Deficiência Intelectual.
Como pode ocorrer a Deficiência Múltipla no Brasil:
Física e Psíquica
Sensorial e Psíquica
Sensorial e Física
Física, Psíquica e Sensorial

Por que a Surdocegueira não é uma Deficiência Múltipla
A pessoa que nasce com surdocegueira ou que fica surdocega não recebe as informações sobre o que está sua volta de maneira fidedigna, ela precisa da mediação de comunicação para poder receber, interpretar e conhecer o que lhe cerca.
Seu conhecimento do mundo se faz pelo uso dos canais sensoriais proximais como: tato, olfato, paladar, cinestésico, proprioceptivo e vestibular.
Na deficiência Múltipla não garantimos que todas as informações muitas vezes chegam para a pessoa de forma fidedigna, mas ela sempre terá o apoio de um dos canais distantes (visão e ou audição) como ponto de referência, esses dois canais são responsáveis pela maioria do conhecimento que vamos adquirindo ao longo da vida.

Aspectos Importantes sobre Comunicação com pessoas com Surdocegueira e com Deficiência Múltipla
Para as pessoas com surdocegueira e/ou com deficiência múltipla dividimos a comunicação em Receptiva e Expressiva, para favorecer a eficiência da transmissão e interpretação.
A comunicação receptiva ocorre quando alguém recebe e processa a informação dada por meio de uma fonte e forma (escrita, fala, Libras e etc). A informação pode ser recebida por meio de uma pessoa, radio ou TV, objetos, figuras, ou por uma variedade de outras fontes e formas. No entanto, comunicação receptiva requer que a pessoa que está recebendo a informação forme uma interpretação que seja equivalente com a mensagem de quem enviou tentou passar.
A comunicação expressiva requer que um comunicador (pessoa que comunica) passe a informação para outra pessoa. Comunicação expressiva pode ser realizada por meio do uso de objetos, gestos, movimentos corporais, fala, escrita, figuras, e muitas outras variações.

A interação Social e a Comunicação- aspectos fundamentais para o desenvolvimento da linguagem
Os termos “interação social” e “comunicação” estão intimamente relacionados. Tomemos por definição de interação social o processo pelo qual dois indivíduos influenciam mutuamente os atos um do outro. A comunicação implica em interação, e mais, a comunicação é definida como uma forma de interação em que o significado é transmitido por meio do uso de sinais, que são percebidos e interpretados por um dos pares. Dado que a interação é o “veículo da comunicação”, é obvio que, para um contato ser mantido e para que haja uma interação harmoniosa, é indispensável que se estabeleça uma comunicação de alta qualidade.
Nas atividades do dia-a-dia com pessoas com surdocegueira, uma atitude pode ser tanto social quanto comunicativa, dependendo da reação e da interpretação de um dos pares, assim como da intenção da pessoa com surdocegueira Mesmo no mais avançado uso da linguagem formal e da comunicação, a interação sempre representa um papel importante.
    • Sua comunicação inicial é pelo movimento corporal e vocalizações.
    • Precisam aprender por rotinas organizadas.
    • A caixa de antecipação* será sua primeira estratégia de comunicação.

Caixa de antecipação:
  • qualquer objeto que permita guardar os objetos de referências de pessoas, ações, locais que começam a ter significado para a criança.

Objetos de Referência:
  • São objetos que têm significados especiais associados a eles, pois servem para comunicar sobre diversas situações.
  • Eles tem a função de substituir a palavra, assim podem representar pessoas, objetos, lugares, atividades ou conceitos.
  • Possibilitam um distanciamento espacial ex: um outro ambiente e ou distanciamento temporal:ex: passado ou futuro (função antecipação).

O que os objetos de referência podem representar:
  • Atividades- O objeto a ser selecionado deverá ser significativo para o aluno dentro da atividade, por exemplo: a caneca para tomar o café da manhã, pois o aluno a utiliza para executar a ação.
  • Horários- É difícil para pessoa com surdocegueira e para pessoa com deficiência múltipla entender a principio horas, podendo ser representado por objetos que determinam o tempo, por exemplo, ampulheta, relógio quando há reconhecimento ou desenho da atividade com relógio para indicar o horário do acontecimento ou um objeto que determine a hora: A chave da casa para indicar que o período escolar acabou e que é hora de ir para casa.
  • Qualificadores: São utilizados para qualificar ações, por exemplo: para Sim e Não o sim é representando por um objeto em formato de X e o Não em formato de Círculo.
  • Lugares: Para representar o espaço, deverá ser selecionado algo significativo do contexto daquele espaço a ser utilizado e fixado na porta de entrada do mesmo.
  • Pessoas: É selecionado algo que para pessoa tenha um significado e a pessoa com surdocegueira possa manuseá-la sem constrangimento.

Porque usar Objetos de Referência
  • Para ajudar a lembrar de coisas e pessoas (reconhecimento e identificação).
  • Entender melhor as coisas, saber seus significados para que serve, onde está, quem é a pessoa.
  • Comunicar-se com outras pessoas, quando já identifica e antecipa , demonstrando suas vontades, seu interesse e sentimentos.
  • Usando os objetos de referência, experiências podem ser registradas em calendários e em livros de conversação. Os objetos de referência oferecem algo tangível – um meio concreto de se falar sobre experiências e eventos.
  • Registrar os eventos dá à criança a oportunidade, por exemplo, de esperar por um evento agradável.
  • A criança pode também expressar desejos com relação ao futuro, assim como ser capaz de olhar para trás para eventos do passado. É dado então à criança com surdocegueira e ou para criança com deficiência múltipla oportunidade para tornar-se uma pessoa com presente, passado e futuro.

Como ocorre o processo de desnaturalização de um objeto para escrita
O que é o processo desnaturalização do objeto?
Sair do concreto (objeto tangível) para a figuras ou a escritas (bi-dimensão).
Exemplo:
  • Atividade: Beber água
1º Passo: A pessoa utiliza o próprio copo que bebe água.
2º Passo: Colar o objeto em: papelão, papel ou madeira processo de pareamento.
3º Passo: Cortar parte do copo e colar no papelão.
4º Passo: Realizar junto com a pessoa com surdocegueira e ou com deficiência múltipla o desenho de contorno do objeto.
5º passo: Apresentar a figura do copo por meio de: desenho, foto e ou de uma figura de uma revista.
6º Passo: Apresentar um cartão com palavra escrita em tinta ou escrita em braile.

Quando iniciamos o processo de desnaturalização?
Quando percebemos que a pessoa já reconhece (antecipa) a função.

Do sinal para o símbolo
Os objetos de referência podem se desenvolver em símbolos verdadeiros se vierem a funcionar crescentemente em situações diferentes (descontextualização). Por exemplo, O copo não é mais somente aquele objeto usado de manhã e de tarde, mas é também um objeto usado por outros membros do grupo da criança, que pode ser comprado na loja, que pode ter formas diferentes, que é lavado após ser usado, e que sobre o qual se pode falar: “Quando você vai comprar um novo copo?”.
O uso do objeto de referência na conversação deverá sempre estar em combinação com sinais de libras ou fala, assim a criança abandona a idéia de que um objeto de referência deve sempre conduzir a uma ação particular, mas sim de perceber que o objeto de referência pode permitir se dar nome à coisa, por exemplo: “Aquilo é um carro”. A criança internaliza isso e percebe que se pode dar nome a tudo. Dessa forma é possível para a criança se desapegar do mundo puramente pragmático.

PISTAS
Todas as crianças começam logo cedo a prestar atenção nas pessoas, lugares e o que ocorre a sua volta com combinações de várias pistas.
Crianças com surdocegueira e ou com deficiência múltipla, também no seu dia a dia recebem várias pistas, o que passam a antecipar, lugar, pessoas e ambientes.
Pista de Contexto
  • Fazem parte do ambiente.
  • Podem ser: cheiro, sons, organização do ambiente e sons de pessoas.
  • Usar Pistas concretas no contexto utilizado para identificar o espaço.
Pistas de Movimentos
São movimentos que são realizadas em conjunto com a criança, durante a atividade. Por exemplo: fazer o movimento com a criança de balançar e em seguida levar para balança.
Pistas Táteis
São estímulos táteis, por exemplo: tocar no ombro para colocar a jaqueta.

É importante uso destas pistas para pessoas com surdocegueira e com deficiência múltipla que apresentam comunicação básica.


segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Audiodescrição: TURMA DA MÔNICA

GENTE ESTOU EMOCIONADA COM AS NOVAS DESCOBERTAS.
VALEU A PENA PESQUISAR.

ÁUDIO DESCRIÇÃO  MAIS UM RECURSO PARA A INCLUSÃO

Audiodescrição: OS TRÊS PORQUINHOS


A audiodescrição é um recurso de acessibilidade que amplia o entendimento das pessoas com deficiência visual em eventos culturais, gravados ou ao vivo, como: peças de teatro, programas de TV, exposições, mostras, musicais, óperas, desfiles e espetáculos de dança; eventos turísticos, esportivos, pedagógicos e científicos tais como aulas, seminários, congressos, palestras, feiras e outros, por meio de informação sonora.

A audiodescrição é uma atividade de mediação linguística, uma modalidade de tradução intersemiótica, que transforma o visual em verbal, abrindo possibilidades maiores de acesso à cultura e à informação, contribuindo para a inclusão cultural, social e escolar. Além das pessoas com deficiência visual, a audiodescrição amplia também o entendimento de pessoas com deficiência intelectual, idosos e disléxicos.

Lívia Maria Villela de Mello Motta

domingo, 20 de outubro de 2013

DEFICIENTE INTELECTUAL - OS JOGOS QUE FAVORECEM O DESENVOLVIMENTO E A APRENDIZAGEM

Jogos e Atividades que poderão favorecer o Desenvolvimento e a Aprendizagem do Aluno com Deficiência Intelectual

Planeta Animal

É um SOFTWER que contém Histórias, Videokê, Curiosidades, Jogos, sobre vários animais.
                                                                                        
Os jogos são: 
·         Ordene as partes
·         Colorir
·         Memória
·         Monte o bicho
·         Seqüência
·         Complete a cena
·         Quebra cabeça
O Planeta Animal é muito divertido, colorido, interessante.
Seus objetivos são diversos como:
·         Estimulação Visual
·         Estimulação Auditiva
·         Desenvolve os mecanismos de aprendizagem: Memória, Atenção, Concentração, Metacognição, Motivação
·         Divertimento

A professora deve verbalizar e demonstrar como realizar os Jogos, as Histórias, Videokê, as Curiosidades, para que o aluno desenvolva sua autonomia e cria estratégicas para solucionar as situações problemas que forem aparecendo.